Profitecla

A turma do 1.º ano do Curso Técnico de Turismo, da Profitecla Polo do Porto, deu o pontapé de saída no projeto “Porto@descobrir” com um conjunto de atividades práticas focadas na valorização do património cultural e arquitetónico da cidade. Acompanhados pela professora Bárbara Monteiro, os estudantes saíram da sala de aula para uma imersão direta na história e na identidade portuense.

A jornada começou com uma visita guiada ao Banco de Materiais, um espaço museológico único instalado no Palacete Viscondes de Balsemão. Esta instituição salvaguarda uma rica reserva de exemplares decorativos e construtivos recuperados de edifícios degradados ou demolidos na cidade. Ao tomarem contacto com azulejos, estuques, ferros, candeeiros e placas de rua antigos, os alunos foram sensibilizados para a preservação deste património, desenvolvendo competências de observação direta e despertando a curiosidade sobre os pormenores históricos que moldaram o Porto.

O conhecimento adquirido no museu foi imediatamente posto à prova na segunda atividade do projeto: um dinâmico Peddy-Paper Fotográfico intitulado “Caça aos Tesouros Arquitetónicos”, desenhado à medida para explorar a Rua de Cedofeita e a Rua de Almada.

Transformadas num verdadeiro museu a céu aberto, estas artérias desafiaram os futuros profissionais do setor a “colecionar” registos fotográficos das fachadas. Sob a regra de ouro de “não olhar para o chão”, os estudantes competiram em equipas para identificar a magia escondida ao nível dos olhos e no primeiro andar dos edifícios.

Na Rua de Cedofeita, o grupo focou-se no charme residencial da tradicional casa burguesa do século XIX, localizando batentes de porta em forma de mão, varandas de ferro forjado e fachadas de azulejos em relevo. O nível de exigência subiu com o preenchimento de uma rigorosa ficha técnica para catalogar elementos estruturais complexos, como cimalhas de granito, platibandas, balaústres e mansardas.

A rota terminou na icónica Rua de Almada, onde a alma industrial e comercial da cidade saltou à vista através dos letreiros vintage de lojas históricas, da azulejaria geométrica com ilusões óticas 3D e dos robustos batentes de ferro dos antigos armazéns locais.

Com o arranque do “Porto@descobrir”, os alunos começam a desenvolver o “olhar turístico” e a capacidade de interpretação do território, ferramentas essenciais para quem, no futuro, terá a missão de guiar, comunicar e encantar os visitantes que procuram a cidade do Porto.

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